Em Frida Kahlo – Sus Fotos vêm citadas as histórias clínicas que Frida escrevia, e em que fala de si própria na terceira pessoa: “Por desespero ingere grandes quantidades de álcool (uma garrafa de conhaque quase diária).” Manter uma história clínica destas requer grande autodomínio. Há dias em que não resta sequer humor negro. O exorcismo é pura nomeação: “Desde 1946 até 1950 a doente continua em piores condições que nunca, com dores constantes na coluna, perda de peso (de 54 quilos para 42). Estado geral péssimo. incapacitada para se bastar a si mesma. Com depressão nervosa.”
Este esforço de autodomínio está nas fotografias como está no diário. Quando lhe amputaram a perna, Frida fez um desenho e escreveu por baixo: “Para que quero pés se posso voar?”

VIVA MÉXICO, Alexandra Lucas Coelho, Tinta da China
10.00 euros

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