Uma faca de seda vem cortar a atmosfera das lâmpadas
eléctricas.
Pela vertente anil da noite rolam cabeças que se apagam.
Mãos da névoa, à espera na manhã, as desfazem em
geada.
Atmosfera natural de frio.
Recém-nascidos acordam estremunhados, bocejam sorridentes,
mas a geada gela as suas bocas.

POEMAS SURDOS, Edmundo de Bettencourt, Assírio & Alvim (1ª edição)
12.00 euros

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