“Noutros tempos, era tudo uma língua, um ouvido, uma convulsão. Dançávamos sobre o sangue da coruja, possuíamos pedras negras caídas da lua, oscilávamos ao ritmo das explosões solares. Os nossos corpos eram coral e vento, belos como a raiva, resplandecentes como os cornos vermelhos do macho de uma fêmea que se desagregou em espuma e nada. Grandes templos em aço e duralumínio coroavam a planta dos nossos pés. Marchávamos sobre a própria estrutura do planeta. Nossos olhos crateras da lama negra. Éramos fortes. Morríamos cedo”.

FERIADOS NACIONAIS, Ernesto Sampaio, Fenda
10.00 euros

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